terça-feira, 6 de junho de 2017

Rei Arthur – A Lenda da Espada


Aventura fantástica épica Rei Arthur – A Lenda da Espada (King Arthur: Legend Of The Sword, EUA, 2017), de Guy Ritchie, fracasso de bilheteria, se mostra falho em vários aspectos, ao usar um tom fantasioso, e não sabendo se é um filme épico, de fantasia, ou uma comédia de ação, fazendo uma mistura equivocada e que por mais que tenha uma e outra cena interessante, seria melhor se todo filme fosse exibido em modo forward, como na cena em que mostra a infância de Arthur.

Bons filmes sobre o Rei Arthur andam em falta já faz um bom tempo, por mais que a lenda seja fascinante há séculos, aqui temos mais uma tentativa fracassada. Arthur (Charlie Hunnam) é um jovem das ruas que controla os becos de Londonium e desconhece sua predestinação até o momento em que entra em contato pela primeira vez com a Excalibur. Desafiado pela espada, ele precisa tomar difíceis decisões, enfrentar seus demônios e aprender a dominar o poder que possui para conseguir unir seu povo
e partir para a luta contra o usurpador tirano Vortigern (Jude Law), que destruiu sua família.



O prólogo do filme mostra criaturas gigantes e até desproporcional ao cenário, tentando ser um novo O Senhor dos Anéis, passando bem longe disso. O tom fantasioso é declarado, mas ao longo da projeção os magos são simplesmente esquecidos, prevalecendo apenas um polvo bizarro que dentre outros poderes é capaz de acelerar uma vazante. Em seguida o filme ganha uma trilha sonora moderna, tenta dar outra pegada, algo parecido com Game Of Thrones, até porque parte do elenco coadjuvante foi tirado da excelente série  (Aidan GillenMichael McElhatton e Eline Powell), o que dão outra vibe para o filme, pois é impossível não associar seus personagens deste filme aos vividos por eles na Série de TV. O longa faz inclusive referência ao Moisés bíblico quando Arthur ainda criança é encontrado na beira de um rio, após a morte do rei, seu pai Uther Pendragon (Eric Bana).

Em seguida, o filme ganha outro ritmo, acelerado mostrado em poucos minutos toda infância e adolescência do menino rei. O filme apresenta então uma mulher machucada e numa cena bem engenhosa, Arthur explica como resgatou a jovem de vikings e arrecadou moedas. Assim, o filme parece a junção de várias cenas gravadas a esmo, parecendo em alguns momentos clipes musicais. Algumas cenas de batalha são até interessantes devido a alternância de velocidade acelerada e slow motion (câmera lenta), mas perde todo sentido quando Arthur usa superpoderes para destruir os adversários, e por fim o chefão. Algumas imagens parecem vindas de algum game.

Personagens clássicos como Merlin são apenas citados, Guinevere nem dá as caras, a Excalibur não tem a devida atenção, apesar do filme se tratar da tal lenda da espada cuja profecia diz que aquele que conseguisse tirá-la da pedra, seria o próximo monarca.... O título original anteriormente proposto, teria sido mais adequado: Knights of the Roundtable: King Arthur. O Arthur de Hunnam não tem carisma e é levando quase ao posto de super herói, com um roteiro que exige mais de seus dotes físicos que de seu talento de atuação. Eric Bana mostra o de sempre, Jude Law tenta impor medo, mas para o público fica a sensação de que pouco importa o que irá acontecer com os personagens.

O que é digno de elogios mesmo no filme é a trilha sonora de Daniel Pemberton. Destaque para The Life de Gareth Williams, Discovery and Confronted Truth de Ryan Taubert e a fantástica The Devil and The Huntsman de Sam Lee. Há rumores de que este seja o primeira de uma franquia de seis filmes, vamos torcer para que isso não seja verdade, pois seria uma chatice enorme. A dublagem também não está boa, pois a maioria são vozes que já atribuímos a outros atores.

Veja o trailer de Rei Arthur – A Lenda da Espada:

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