sexta-feira, 16 de junho de 2017

Tudo e Todas As Coisas


Romance adolescente Tudo e Todas As Coisas (Everything, Everything, EUA, 2017), de Stella Meghie, baseado da obra de Nicola Yoon apresenta a cativante história de uma adolescente que viveu uma vida cheia de cuidados devido a sua alergia a tudo  que se possa imaginar, até que se apaixona pelo garoto que mora vizinho a sua casa. Por ser previsível, o filme perde o brilho, apesar do encanto que é a atuação de Amandla Stenberg, a Rue de Jogos Vorazes (The Hunger Games, 2012) de Gary Ross.
O filme é mais um dessa safra de filmes românticos envolvendo alguma doença, que tem atraído muitos ao cinema e emocionado o espectador. Podemos citar os recentes, como A Culpa É das Estrelas (The Fault in Our Stars, EUA, 2014) de Josh Boone Como Eu Era Antes de Você (Me Before You, 2016) de Thea Sharrock.

Na trama, Maddie (Amandla Stenberg) está prestes a fazer 18 anos, mas nunca saiu de casa. Desde a infância, a jovem foi diagnosticada com Síndrome da Imunodeficiência Combinada, de modo que seu corpo não seria capaz de combater os vírus e bactérias presentes no mundo exterior. Um dia, uma nova família se muda para a casa ao lado, incluindo Olly (Nick Robinson), que se sente atraído pela garota através da janela. Maddie também se apaixona pelo rapaz, mas como eles poderiam viver um romance sem se tocar?


Flertando com aquilo que em tese o proibido, o filme cativa a atenção do seu público alvo, que se identifica com as questões impostas pelos pais aos filhos. Mas a força se perde no absurdo que é imaginar a vida de limitação vivida pela personagem, por simples capricho materno (Anika Noni Rose, numa atuação ridícula), que com receio de perder a filha, após o falecimento do marido e do filho, literalmente blinda a menina.

O filme está recheado com uma trilha sonora indie-folk que torna o ambiente mostrado ainda mais agradável, que reforçam a necessidade do jovem de sair de casa, enfrentar os riscos desta vida, ter novas experiências, vivenciar amores impossíveis, etc, mas essa mensagem positiva se põe a perder na parte final, quando o filme ganha tons de cinza.

Acompanhe o trailer de Tudo e Todas As Coisas:





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