domingo, 19 de novembro de 2017

3ª Etapa do IV Circuito de Orientação Lagoa do Jirau


Neste 19 de novembro de 2017, dia da bandeira, estive com a família participando da 3ª Etapa do IV Circuito de Orientação Lagoa do Jirau, realizado no povoado de Jardim, no distrito de Sucatinga, Beberibe/CE.

Me inscrevi na dupla familiar, para continuar iniciando meu filho primogênito no esporte. No entanto, antes da viagem a 3ª etapa do Cambor 2017, meu caçula pediu para levá-lo para a prova de orientação. Expliquei que não poderia, mas que na próxima, fazia questão dele ir comigo e com o irmão. Então, tive que cumprir minha palavra.

A prova estava muito boa, percurso desafiador, mas tive que abrir mão de percorrer os trechos de dunas, em função das crianças ansiarem estar perto do gado que era constante na área de prova. A diversão também faz parte de uma prova de orientação, e assim abri mão do percurso completo sendo a primeira prova que termino não classificado.

A estrutura do local era muito boa, o que permitiu inclusive que fosse acantonar com a família, para já amanhecer no local. Tivemos uma bela vista do nascer do sol, dentro de nossa barraca.

sábado, 18 de novembro de 2017

Histórias de amor que não pertencem a este mundo


Comédia dramática italiana Histórias de amor que não pertencem a este mundo (Amori che non sanno stare al mondo, Itália, 2017) de Francesca Comencini, adapta o livro homônimo da diretora, publicado em 2013, jogando luz num tema que ainda é tabu: a sexualidade feminina, apesar de todo discurso da mídia sobre feminismo e empoderamento da mulher moderna, mostrando um olhar sincero sobre a forma como a mulher moderna pode vir a se posicionar dentro de uma relação.


Depois de se separar de Flavio (Thomas Trabacchi), Claudia (Lucia Mascino) se vê como uma alma perdida aos 50 anos de idade e acha que a solução para seus problemas é reconquistar o ex-marido. O que ela não imagina é que Flavio já tem outros objetivos bem diferentes: ele quer seguir em frente e mudar de vida. Com isso, reconquistá-lo será uma batalha, até porque o perfil dos dois são bem distintos, enquanto ela é obsessiva, chega a ser irritante e histérica em diversos momentos, ele é um típico homem egoísta, instrospectivo, que não tem grandes preocupações e é bastante seguro. O filme acompanha sete anos das idas e vindas do relacionamento entre eles.

Com uma montagem ousada não-linear, o filme apresenta como Claudia e Flavio se conheceram num evento universitário, onde Claudia põe em cheque a qualificação acadêmica de Flavio. Em seguida eles se tornam amigos e iniciam uma relação, com um paixão arrebatadora por um longo tempo. Com o término do relacionamento, após questionamentos comuns de uma mulher, como o desejo natural por gerar filhos, vemos que Claudia não reagiu bem e, mesmo com o passar dos anos, ainda sente seu mundo à deriva. Assim, o filme está mais para o drama que para uma comédia romântica, sendo extremamente sentimental sobre o quão inadequadas e incongruentes são as histórias de amor nos dias de hoje, e sobre como mulheres encaram o fim e um novo começo.

Novos relacionamentos surgem e adicionam elementos curiosos na trama. Flavio, passa a namorar com uma mulher mais jovem, que culmina num casamento, enquanto Claudia, que em seus caminhos tortuosos do autoconhecimento se envereda numa relação com uma aluna, a dançarina exótica Nina (Valentina Bellè). O filme tem cenas marcantes, como a do seminário feminista, no qual uma professora conclui que mulheres aos 45 anos têm a mesm a idade “útil” de homens de 65. A atuação de Lucia Mascino está brilhante, mostrando a loucura natural de uma mulher aos 50. A abordagem de temas polêmicos como lesbianismo são abordados com o devido respeito e sem a imposição da ditadura homossexual, que geralmente vemos nos filmes de modo geral. Filme foi exibido no Festival de Locarno 2017.

 Veja trailer de Histórias de amor que não pertencem a este mundo:

Processo seletivo do Colégio dos Bombeiros




Na manhã deste sábado, 18 de novembro de 2017, levei meu primogênito para participar do processo seletivo do Colégio dos Bombeiros, para o ano de 2018. Ele concorreu com cerca de 1.200 crianças, pelas 50 vagas em aberto, sendo apenas 25 para filhos de civis.

Foram anos de preparo para esse tão esperado dia. Meu Sahel se mostrou um guerreiro e estava de fato preparado. Foram muitas horas de estudo, resolução de questões, simulação de prova que ele enfrentou, com uma pressão às vezes até além do necessário, mas que o deixaram capacitado para fazer a prova e achar até fácil.

Ele levou cerca de 2h para resolver as questões. A espera junto com centenas de pais foi angustiante, especialmente ao ver que alguns pequenos não conseguiam fazer a prova. Agora esperamos confiantes pelo resultado que será divulgado em breve.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Liga da Justiça


Blockbuster Liga da Justiça (Justice League, Estados Unidos, 2017) de Zack Snyder, embora Joss Whedon (diretor de Os Vingadores) tenha regravado algumas cenas mudando um pouco o tom do filme, e seja creditado apenas como co-roteirista, acerta em mostrar o time de heróis da DC enfrentando um inimigo, de forma leve, sendo um excelente passatempo, mas deixa saudades do clima mais sombrio dos filmes sérios do Batman (Nolan), deixando claro a dicotomia Snyder x Whedon.

Após os acontecimento do polêmico Batman vs. Superman: A Origem da Justiça (Batman vs Superman: Dawn of Justice, 2016) de Zack Snyder, onde o Batman deu um sacode no tal homem de aço, Superman (Henry Cavill) que de forma altruísta deu sua vida para salvar a humanidade, o que acabou com o fortalecimento da fé das pessoas nos heróis. Bruce Wayne (Ben Affleck) após enfrentar um convoca então sua nova aliada Diana Prince (Gal Gadot) para combater um inimigo, recém-despertado chamado Lobo da Estepe, que está à procura das Caixas Maternas, com as quais poderá aniquilar o planeta.

Juntos, Batman e Mulher-Maravilha recrutam um time de meta-humanos que apareceram nos arquivos de Lex Luthor, para formar uma liga de heróis sem precedentes. Juntam-se a eles, Aquaman (Jason Momoa), Cyborg (Ray Fisher) e Flash (Ezra Miller), para poderem fazer frente ao inimigo e a iminência de um catastrófico ataque. O vilão achei bem genérico, creio que para ter que unir os diversos heróis e ressuscitar o Superman, o vilão deveria ter maior relevância.


O elenco do filme está muito bem, Ezra Miller é o destaque como alívio cômico. O ritmo do longa está correto, só me incomodou o fato do mundo inteiro se resumir a uma família russa que tem sua casa destruída pelos invasores, e a dois policiais que testemunham o renascimento do Superman. Além disso, muitas cenas teem o fundo verde muito notório, o que não compromete o filme, mas o torna inferior. Nas cenas pós créditos, temos uma divertida corrida entre Superman e Flash e uma que serve de prenúncio para A Liga da Injustiça, com Lex Luthor (Jesse Eisenberg). 

Veja o trailer de Liga da Justiça:
 

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Apresentação de Rogério Ceni no Fortaleza



Na tarde deste 15 de novembro de 2017, estive com o Adriel na apresentação do novo treinador do Fortaleza, para a temporada 2018, que marca o ano do centenário do Tricolor do Pici.

O evento não foi lá essas coisas, mas não podia perder a apresentação do M1to no Leão. Cerca de 4.000 torcedores estiveram presentes.

Após entrevista coletiva, Rogério Ceni foi ao gramado acenar para a torcida e num microfone sem áudio, falou algumas palavras aos sócio torcedores. Chamou a atenção a quantidade de câmeras que cobriram o evento, com entradas ao vivo em diversos canais e programas esportivos, que dedicaram um tempo de mídia considerável abordando o Rogério Ceni e o Fortaleza.

Na entrevista, destaco a fala do presidente Marcelo Paz, que afirmou que caro é o que não dá resultado. Talvez Rogério Ceni se torne o treinador mais rentável da história do Fortaleza. Pelo que temos visto nos últimos 10 dias, o retorno de mídia já valeu o investimento, o resto será lucro.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Gosto Se Discute


Comédia nacional Gosto Se Discute (Brasil, 2016) de André Pellenz tem premissa interessante envolvendo o mundo gourmet, que se popularizou com reality shows de culinária (Masterchef), mas se perde numa banalidade típica das comédias brasileiras, se mostrando desinteressante e sem carisma.

O chef Augusto Moreira (Cassio Gabus Mendes) de um restaurante estrelado, mas um tanto ultrapassado, vê toda sua clientela ir para um novo “food truck” em frente ao seu estabelecimento, do ex funcionário Patrick Phillip (Gabriel Godoy). Para piorar, ele é obrigado a aceitar uma auditora do banco Cristina (Kéfera Buchmann) que quer promover uma verdadeira revolução no restaurante. O nervosismo é tanto que leva o chef a perder o seu paladar, justo quando precisa fazer um novo cardápio, que parece ser a solução para recuperar o restaurante, mas como criá-lo sem sentir gosto algum?A decoração do ambiente também é questionada, e até mesmo o concorrente é chamado para prestar consultoria.

A cena dos créditos iniciais mostrando a selva de pedras que é São Paulo é bem trabalhada, daí vemos o Chef Augusto dando uma entrevista em seu badalado restaurante, frequentado inclusive por famosos. Acontece que se instala uma crise, que culmina na necessidade de rever alguns conceitos. No entanto, a trama é rasa, não evolui corretamente e apresenta soluções bem questionáveis, e envolvem até conceitos de determinada religião de forma não convencional.

Cassio Gabus Mendes é um bom ator, mas creio que o textodo filme seja o problema. A youtuber não demonstra muito talento para o drama, se destacando apenas nas cenas bem humoradas. O romance entre os protagonistas não convence. Quem rouba a cena é Paulo Miklos, que interpreta Dr. Romualdo, um médico maluco que dá conselhos e receita medicamentos a Augusto, os garçons Robson Nunes e Ronaldo Reis, que observam tudo no restaurante e fazem os melhores comentários, além de um cozinheiro gago Reginaldo (Zéu Britto) que é naturalmente engraçado.

Veja trailer de Gosto Se Discute:
 

Titanic em IMAX 3D


Celebrando os 20 Anos da Rede UCI Cinemas, foi exibido o clássico Titanic (1997) de James Cameron, que narra uma cativante história de amor durante o real desastre que afundou o navio. Tornou-se o segundo filme na história a receber 11 prêmios Óscar, depois do clássico Ben-Hur e que anos depois também foi alcançada por O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (The Lord of the Rings: The Return of the King, 2003) de Peter Jackson que também empataria o recorde de 11 prêmios.

O épico filme apresenta a romântica história de ficção entre um artista pobre Jack Dawson (Leonardo Di Caprio) e uma jovem rica Rose DeWitt Bukater (Kate Winslet) que se conhecem e se apaixonam na fatídica jornada do navio Titanic, em 1912, que culminou em seu naufrágio. Embora esteja noiva do arrogante herdeiro de uma siderúrgica, Cal Hockley (Billy Zane), a jovem desafia sua família e amigos em busca do verdadeiro amor, por serem membros de diferentes classes sociais que se apaixonam durante a fatídica viagem inaugural no navio.


A montagem de cerca de 3 horas é muito boa, com um ritmo excelente, que não deixa o filme cansativo. A trilha sonora é magnífica, os efeitos não parecem datados, apesar da grandeza do Imax. O roteiro, as atuações, tudo no filme beira à perfeição. É incrível perceber que passados 20 anos, a relação do filme com o público parece inalterada.

O filme inicia em 1996, quando o caçador de tesouros Brock Lovett (Bill Paxton) e sua equipe exploram os destroços do RMS Titanic, à procura de um colar de diamante chamado de Coração do Oceano. Eles recuperam o cofre de Caledon "Cal" Hockley, acreditando que o colar está dentro, porém acabam encontrando apenas um desenho de uma mulher nua usando o colar, datado do dia 14 de abril de 1912, o dia em que o Titanic colidiu com um iceberg. Uma mulher idosa chamada Rose Dawson Calvert (Gloria Stuart), ouvindo sobre o desenho numa reportagem televisiva a respeito da expedição, liga para Lovett e afirma ser a mulher do desenho, viajando junto com sua neta Lizzy (Suzy Amis) até o navio de pesquisa. Ao ser perguntada sobre o diamante, Rose lembra de seu tempo abordo do Titanic, revelando ser Rose DeWitt Bukater, uma passageira de primeira classe que acreditava-se estar morta.


Apesar dos personagens principais serem fictícios, alguns personagens são figuras históricas. A produção começou em 1996, quando Cameron filmou os verdadeiros destroços do RMS Titanic. As cenas modernas foram filmadas no Akademik Mstslav Keldysh, navio de pesquisas russo que Cameron usou como base para filmar os destroços. O filme também conta com uma réplica construída em Playas de Rosarito, no México e com miniaturas e computação gráfica sendo usadas para recriar o naufrágio.


Em 1912, Rose, com então 17 anos, embarcou no navio em Southampton como uma passageira da primeira classe junto com seu noivo, Cal, filho de uma magnata do aço de Pittsburgh, e sua mãe viúva, Ruth DeWitt Bukater (Frances Fisher). Ruth salienta a importância do casamento de Rose, para que eles se mantenham como membros da primeira classe, já que ele vai resolver os secretos problemas financeiros dos DeWitt Bukater. Perturbada pela iminência do casamento com uma pessoa arrogante, Rose considera se suicidar ao tentar pular do navio, mas é impedida por Jack, um passageiro da terceira classe, que a faz mudar de ideia.

Após um mal entendido, fica esclarecido que Jack salvou a vida de Rose, é quando ele é convidado para jantar na noite seguinte. Assim, Jack e Rose desenvolvem uma amizade, apesar de Cal e Ruth desconfiarem do jovem artista. Depois do jantar na primeira classe, Rose se junta a Jack para uma festa na terceira classe, onde a jovem começa a descobrir os prazeres da vida. Proibida de ver Jack, Rose tenta repelir os avanços do artista, mas logo ela percebe nutrir sentimentos pelo rapaz, e o encontra na proa do Titanic naqueles que seriam os últimos momentos à luz do dia do navio. Os dois vão para a cabine de Rose e ela pede para que Jack a desenhe nua usando o colar Coração do Oceano, o presente de casamento de Cal. Pouco tempo depois, os dois fogem do guarda-costas de Cal e fazem amor no compartimento de carga do navio. Depois de voltarem para o convés do navio, eles testemunham o Titanic colidir com um iceberg e ouvem seus oficiais comentando a gravidade da situação. Eles decidem avisar a Ruth e Cal.

Cal descobre o desenho de Jack e uma carta de Rose em seu cofre junto com o colar. Furioso, ele faz seu guarda-costas colocar o colar no bolso do casaco de Jack. Acusado de roubo, ele é levado até o escritório do mestre-de-armas e algemado em um cano. Cal coloca o colar no bolso de seu casaco, e Rose foge dele e de sua mãe (já dentro de um bote), resgatando Jack. O navio começa então a lançar fogos de artifício para tentar chamar a atenção de outros navios. Quando os dois chegam ao convés dos botes, Cal e Jack fazem com que Rose entre em um bote salva-vidas, com Cal afirmando que ele fez um acordo com um oficial para que ele e Jack se salvem. Depois dela entrar, Cal conta que o acordo é apenas para ele mesmo. Enquanto o bote de Rose é abaixado, ela pula de volta para o navio e se reencontra com Jack. Cal pega uma pistola e os persegue até o parcialmente inundado salão de jantar da primeira classe. Depois de sua munição acabar, ele percebe que havia dado seu casaco com o diamante para Rose. Com a situação do Titanic ficando crítica, ele volta para o convés e entra em um bote fingindo cuidar de uma criança perdida.
Jack e Rose voltam para o convés, porém todos os botes já partiram e os passageiros estão caindo para a morte enquanto o navio se inclina mais. O Titanic se parte em dois, e a popa se ergue 90° fora da água com os dois nela. Depois do navio ter afundado por completo, Jack ajuda Rose a subir em uma painel de uma parede, que apenas aguenta o peso dela. Se segurando ao painel, ele afirma que ela irá morrer bem velha, em uma cama quente. Enquanto isso, o Quinto Oficial Harold Lowe traz seu barco de volta para tentar resgatar sobreviventes da água. Ele salva Rose, mas não chega cedo o bastante para resgatar Jack, que morre de hipotermia. Ela e os outros sobreviventes são levados pelo RMS Carpathia até Nova Iorque, onde ela mente seu nome, dizendo-se chamar Rose Dawson.

Com sua história completa, Rose vai para a popa do navio de Lovett. Lá, ela pega o Coração do Oceano, que esteve em sua posse durante todos esses anos, e o joga no mar. Aparentemente morta em sua cama (do jeito que Jack disse), as fotos ao seu lado mostram que ela viveu a vida que Jack a inspirou ter. A jovem Rose é então vista se reunindo com Jack na Grande Escadaria do Titanic, recebida por todos que morreram no navio, numa emocionante cena final.
Financiado pela Paramount Pictures e pela 20th Century Fox. Na época, foi o longa-metragem mais caro já produzido, com um orçamento de aproximadamente 200 milhões de dólares. Se tornou um fenômeno de bilheteria e foi indicado a 14 Oscars, vencendo 11 prêmios (Melhor Filme, Melhor Diretor, Fotografia, Direção de Arte, Figurino, Edição de Som, Montagem/Edição, Efeitos Sonoros, Efeitos Visuais, Canção original e Trilha Sonora Original). Com uma bilheteria total de US$ 2,1 bilhões, foi o primeiro filme a arrecadar mais de US$ 1 bilhão mundialmente, permanecendo como a produção de maior arrecadação da história do cinema por doze anos, até Avatar (2009), também de James Cameron, ultrapassá-lo.
 
Segue trailer de Titanic:

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Contatos Imediatos do Terceiro Grau


Ficção científica Contatos Imediatos do Terceiro Grau (Close Encounters of the Third Kind, EUA, 1977) de Steven Spielberg é relançado nos cinemas 40 anos após sua estreia, nas comemorações dos 20 anos da rede UCI Cinemas. O filme apresenta um grupo de pessoas que tenta entrar em contato com uma inteligência alienígena. Achei o ritmo do filme lento e os efeitos ultrapassados, mas é clara a referência que A Chegada (Arrival, EUA, 2016) de Dennis Villeneuve fez a este longa, que nos apresenta seres pacíficos e interessados somente em comunicar-se com a raça humana.

Roy Neary (Richard Dreyfuss) começa a ter visões de uma misteriosa montanha ao mesmo tempo em que presencia estranhas luzes cortarem o céu da pequena cidade em que vive no interior dos EUA. Ele não apenas viu um objeto voador não identificado: ele tem uma marca de queimadura para provar. Roy se recusa a aceitar uma explicação para o que viu e está disposto a dar a sua vida para descobrir a verdade sobre OVNIs.Obcecado pela estranha montanha, ele acaba se distanciando da família e, após ser abandonado, parte em busca de respostas. Em paralelo, o cientista Claude Lacombe (Truffaut) investiga a estranha aparição de um grupo de aviões desaparecidos há muitos anos, enquanto Jillian Guiler (Melinda Dillon) tem seu filho pequeno Barry (Cary Guffey) abduzido pelos alienígenas, dos quais só se vê a forte luminosidade provocada pelas naves e os efeitos sobrenaturais causados por eles dentro da casa e ganha destaque na mídia após afirmar que seu pequeno filho  foi levado por uma nave espacial.

A ausência da figura paterna é um tema relevante no filme. Primeiro na casa do menino Barry, criado por uma mãe solitária, e depois na própria trajetória de Roy, que larga mulher e filhos para ir atrás dos OVNI’s e acaba embarcando no disco voador com os extraterrestres. A cena que leva a esposa de Roy deixar a casa após um surto de loucura de Roy é hilária.

A direção de Spilberg nos mostra algo que era incomum na época, como um plano geral que mostra toda a cidade escurecendo após a queda da energia elétrica e, no ato final. Além disso, o diretor usa sua câmera com habilidade para criar suspense, por exemplo, na cena em que a luz do farol de um carro atrás da caminhonete de Roy se movimenta para o lado quando este o ultrapassa e, minutos depois, outra luz também se movimenta, só que desta vez para cima, indicando para a plateia a presença de algo estranho.

Ganhador do Oscar de Melhor Fotografia em 1978 , ofilme também se destaca pelo design de som, captado com precisão, como na cena inicial com um estrondoso barulho de vento no México. A trilha sonora do mestre John Williams também tem destaque, especialmente com as cinco notas icônicas que estabelecem contato com os extraterrestres, além de servir também para aumentar a tensão em alguns momentos pontuais, como na chegada dos ET’s à casa de Barry.




Segue trailer de Contatos Imediatos do Terceiro Grau:

domingo, 12 de novembro de 2017

Aniversário da Cristiane Silva



Na noite deste 12 de novembro, após o culto e a prova do Enem que a Luisa realizou, nosso Pequeno Grupo esteve reunido na casa da família Marcelino celebrando mais um ano de vida da Cristiane Silva.

Foram servidas 5 pizzas de diversos sabores (Calabresa, 3 Queijos, Portuguesa, Mista, Margueritha e Milho Verde). As crianças curtiram o parquinho do condomínio, enquanto que os adultos colocaram as conversas em dia. Todos celebramos a saúde e a vida da Cris, a quem tão bem queremos.



Dona Flor e Seus Dois Maridos


Comédia nacional Dona Flor e Seus Dois Maridos (Brasil, 2016) de Pedro Vasconcelos, diretor de telenovela da Rede Globo não é uma refilmagem da versão de Bruno Barreto, estrelada por Sônia Braga e José Wilker, mas uma nova adaptação do romance de Jorge Amado (publicado originalmente em 1966) com uma suavização de temas como violência doméstica, estando mais próxima da montagem teatral de 2008 do que do longa de 1976.

No filme, Flor (Juliana Paes) é uma mulher que perde o marido mulherengo malandro e depravado Vadinho (Marcelo Faria) morre em uma farra de Carnaval. Posteriormente Flor se casa com outro homem, o metódico farmacêutico Teodoro (Leandro Hassum). Ao perceber a diferença entre seus maridos, o fantasma do ex aparece nu para lhe fazer companhia e bagunçar um pouco a vida dela, suscitando o debate feminista da tensão entre o desejo sexual e questões de moralidade sob o olhar da sociedade predominantemente machista.

Vadinho é bonito e apaixonado, mas não oferece muito a Flor, pois ela precisa sustentar a família sendo uma sedutora professora de culinária em Salvador, enquanto que o violento marido aposta em jogos de azar a maior parte do dinheiro. Após a morte de Vadinho, ela se casa com o médico Teodoro Madureira, que é o oposto de Vadinho, sendo gentil, cuidadoso, mas ruim de cama.

Destaca-se no filme a atuação de Juliana Paes, uma escolha correta de casting para apresentar as novas gerações a personagem de um dos filmes mais vistos no cinema brasileiro Dona Flor e Seus Dois Maridos (Brasil, 1976) de Bruno Barreto,

Veja o trailer de Dona Flor e Seus Dois Maridos:

sábado, 11 de novembro de 2017

O Estado das Coisas


Drama O Estado das Coisas (Brad's Status, Estados Unidos, 2017) de Mike White aborda de forma ousada se a felicidade vêm através de riqueza, poder, festas ou do aconchego da vida familiar. É fato que as redes sociais podem trazer problemas mentais para aqueles que super dimensionam uma simples postagem numa rede social. O filmes estimula a valorizarmos nossa vida e não dar tanta importância a vida dos outros, pois cada um carrega consigo seus problemas, não sendo necessário carregarmos uma cruz maior que a nossa.

Para Brad (Ben Stiller) a vida dos amigos parece muito melhor que a sua, apesar de possuir uma carreira lucrativa e uma vida familiar feliz, não considera isso o bastante. Ás vésperas do filho ir para faculdade, ele está obcecado em ser o mais bem-sucedido entre os seus ex-colegas de escola, mas, seja pelas redes sociais, pela tv ou até nas revistas todos parecem estar muito melhor que ele. Surgem então os questionamentos, onde ele errou nas escolhas? Por que a grama dos amigos é sempre mais verde? Comparar estilos de vida, não é uma forma saudável de se viver.

Assim o filme acompanha com constante uso de narração em off, alguns dias do protagonista Brad, que é casado com uma mulher compreensiva chamada Melanie (Jenna Fischer), e é pai de um garoto cordial, sensível e brilhante Troy (Austin Abrams). O filme inicia numa noite de insônia, às vésperas de uma importante viagem com o filho adolescente, numa excursão pelas universidades da Costa Oeste, para explorar as chances do rapaz, um gênio na música, em eventuais campis como Harvard, Yale e Tufts, onde Brad estudou. A cena em que ele tenta trocar as passagens aéreas para a área executiva é ótima! Destaca-se então a bela atuação de Ben Stiller.

A princípio, a prioridade de Troy é Harvard, mas ele erra a data da entrevista de admissão e acaba desperdiçando a oportunidade. O pai faz então um lobby para conseguir um novo agendamento para o filho, mas tem que ligar para um amigo, que há tempos não mantém contato. Assim, o filme aborda questões relacionadas a status social, como riqueza e fama e como isso influencia no estilo de vida. Em determinado momento, o filho diz ao pai que o mesmo deveria se importar com quem ele pensa que é, e não com o que os outros pensam a respeito dele, ou ao menos a opinião de quem verdadeiramente importa, como a opinião de seu filho. Tem uma cena cativante do pai com o filho no quarto do hotel, quando ambos são felizes simplesmente fazendo cócegas um no outro. Não podemos anular nossas conquistas, através de um sentimento tão mesquinho quanto a inveja.

Há muitos textos bíblicos que nos aconselham a não sermos invejosos, justamente por ser este um sentimento mau, egoísta e extremamente ligado a cobiça. O apóstolo Tiago fala sobre as guerras que acontecem, dizendo que elas são o resultado de um coração invejoso. Em Tiago 3 lemos que a inveja traz confusão e toda espécie de coisas ruins, e é exatamente isso que o filme nos mostra. Podemos citar personagens na bíblia que tiveram problemas relacionados a este sentimento, como Raquel que por não poder ter filhos, culpava Jacó (afinal a culpa sempre é do outro!), José chegou a ser vendido pelos irmãos invejosos, e Davi tanto foi invejado por Saul, a ponto de ser perseguido por este, como invejou a mulher de Urias, Bate-Seba chegando a ser o responsável pelo assassinato deste.


Ainda que seja um sentimento ruim e difícil de dominar, infelizmente habita dentro de cada um de nós e nos cabe dominá-lo, como qualquer outro sentimento. Entretanto, é sempre bom lembrarmos das palavras do apóstolo Paulo em Filipenses 2: “considerando os outros superiores a si mesmo.” Quando consideramos os outros, deixamos de pensar só em nós, temos menos inveja e somos duplamente abençoados. Destaca-se então o mérito do diretor e roteirista Mike White em explorar muito bem o equilíbrio entre a profundidade dramática da narrativa e a leve comicidade de ver a crise de um homem de meia idade.

Brad percebe o equívoco que cometeu, durante um reencontro com um velho amigo (Michael Sheen), quando ele se vê forçado a ignorar seu sentimento de inferioridade e rever seus conceitos. Assim, o longa acaba sendo um melancólico filme de auto ajuda, apesar de seu final anti clímax. A trilha sonora do longa é delicada e junto com uma montagem bem realizada, repleta de flashbacks e com cenas de sonhos do protagonista, que consegue envolver o público com a história, causando vários momentos de identificação, sendo capaz tanto de emocionar, como de plantar uma mensagem para reflexão.

Confira o emocionante trailer de O Estado das Coisas:

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Terra Selvagem


Com um filme que marca a estreia na direção do roteirista dos ótimos Sicario – Terra de Ninguém (2015) e A Qualquer Custo (2016), Terra Selvagem (Wind River, Reino Unido/Canadá/EUA, 2017), de Taylor Sheridan, acompanhamos uma saga de uma investigação que relembra o drama do saudoso Fargo (1996) de Joel Coen, mas sem o humor negro.

O filme inspirado em fatos reais nos apresenta a Cory (Jeremy Renner), um caçador de coiotes e predadores traumatizado pela morte da filha adolescente que encontra o cadáver congelado de Natalie (Kelsey Asbille), uma jovem local, com sinais de estupro e espancamento num local ermo, na reserva indígena de Wind River, no Estado de Wyoming. Cory decide então iniciar uma investigação sobre o crime. Ao lado dele está uma agente novata do FBI (Elizabeth Olsen) que desconhece a região e conta com a ajuda de Cory após ter sido deslocada para investigar o caso apenas por estar próxima do local do crime. Ambos são aconselhados também pelo xerife Ben (Graham Greene), numa região onde literalmente a bandeira america é hasteada de cabeça para baixo.

O filme em determinados lembra um faroeste ao explorar não apenas o crime e a investigação, mas também questões filosóficas, relacionadas ao ser humano, ao ambiente que ele está inserido, a questões institivas e os motivos e razões que nos levam a termos determinadas atitudes, abordando as motivações psicológicas dos personagens. Em determinada cena vemos como os nativos lidam com a dizimação de sua cultura, ao vermos um indígena com o rosto pintado em uma espécie de máscara da morte, confessando não ter conhecimentos plenos de seus ancestrais.

A conclusão do filme denuncia a enorme quantidade de inocentes que morrem e se tornam meras estatísticas em regiões onde a lei parece não existir. Vencedor do prêmio de melhor diretor da Mostra Um Certo Olhar (2017), uma premiação paralela dentro da programação do Festival de Cannes. É provável que o longa esteja em algumas categorias no próximo Oscar, especialmente pela revelação de Taylor Sheridan na direção, pela bela fotografia que apresenta, uma direção de arte consistente além de uma trilha sonora correta que se destaca. Jeremy Renner entrega talvez seu melhor papel no cinema.


Veja trailer de Terra Selvagem:
 

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Cante! O Musical e Quatro Elementos no Teatro Via Sul



Na noite deste 8 de novembro de 2017, fui com a família assistir o espetáculo Cante! O Musical e Quatro Estações no Teatro Via Sul. Produzido pelo Centro de Artes do Colégio Batista, o espetáculo já é tradição na minha agenda anual, prestigiando especialmente a Júlia Marcelino, ex-aluna do colégio e hoje estudante de dança.
Neste ano, para o primeiro ato, optaram por uma adaptação da animação Sing: Quem Canta Seus Males Espanta (Sing, 2016) de Garth Jennings da Illumination (empresa de animação do estúdio Universal). O espetáculo amplia um problema já existente no roteiro do filme, que é o fato do foco da história ser em Buster, colocando de lado as histórias de superação dos demais personagens envolvidos no concurso.
 


A história  apresenta um empolgado coala chamado Buster que decide criar uma competição de canto para aumentar os rendimentos de seu antigo teatro. A disputa movimenta o mundo animal e promove a revelação de diversos talentos da cidade, todos de olho nos 15 minutos de fama e no robusto premio de US$ 100 mil dólares.

A adaptação para o musical foi realizada a contento, ainda mais por conter vários números musicais, mas para quem não viu o filme, muita coisa fica sem a devida explicação. O figurino de alguns personagens não estavam adequado, mas como são estudantes que se dedicam ao processo, podemos relevar.

O segundo ato, demonstrou um profissionalismo fenomenal com uma apresentação muito técnica dos Quatro Elementos (Terra, Ar, Fogo e Água), utilizando de maneira muito coerente o figurino e a iluminação, além dos movimentos, deixando bem claro o que estava sendo apresentado.


terça-feira, 7 de novembro de 2017

Pearl Jam Live at Wrigley Lets Play Two


Musical Pearl Jam Live at Wrigley Lets Play Two (EUA, 2017) de Danny Clinch acompanha a performance legendária do Pearl Jam no Wrigley Field durante a histórica temporada do Chicago Cubs em 2016. Por ser tricolor (azul, vermelho e branco) a empatia com o time foi imediata.

Chicago é a cidade natal de Eddie Vedder, assim o Pearl Jam desenvolveu com a cidade, os Chicago Cubs e o Wrigley Field um relacionamento inigualável no mundo dos esportes e da música. Assim, os shows históricos da banda no estádio de beisebol Wrigley Field, em Chicago, nos Estados Unidos acaba sendo um interessante registro ao acompanhar a trajetória do time, que é bem mais interessante que a apresentação em si.

O fotógrafo Danny Clinch foi o responsável por filmar as performances, que aconteceram em 20 e 22 de agosto do ano passado. Nas ocasiões, a banda apresentou músicas de toda a carreira, desde integrantes de Ten (1991) até de Lightning Bolt (2013). O setlist dos shows também contou com algumas faixas que não estão em nenhum dos LPs do Pearl Jam, como “Black Red Yellow”, “Crazy Mary”, uma cover de “I Got a Feeling”, dos Beatles, e “All the Way”, escrita por Eddie Vedder para o time Chicago Cubs, após pedido do jogador Ernie Banks, em apoio à equipe, que tentava ganhar a Words Series pela primeira vez desde 1908. O vocalista Vedder é torcedor de longa data do Chicago Cubs e essa relação está bem clara no documentário.

Depois de duas World Series em 1907 e 1908, iniciou a maior seca de títulos de uma equipe esportiva norte-americana na história, durando mais de um século antes do tricampeonato em 2016. Durante o período, os Cubs continuaram a ser uma equipe popular, recebendo o apelido Loveable Losers (adoráveis perdedores). Mas, na madrugada do dia 3 de novembro de 2016, em um jogo que começou no dia 2 de novembro e ultrapassou a meia noite, o Chicago Cubs deu um fim à "maldição" ao vencer a World Series depois de estar perdendo a série final por 3 jogos a 1 contra o Cleveland Indians. No derradeiro jogo sete a equipe do Cubs venceu pelo placar de 8 a 7 definido na 10ª entrada

Tracklist de Let's Play Two

1- "Low Light"
2- "Better Man"
3- "Elderly Woman Behind The Counter In A Small Town"
4- "Last Exit"
5- "Lightning Bolt"
6- "Black Red Yellow"
7- "Black"
8- "Corduroy"
9- "Given To Fly"
10- "Jeremy"
11- "Inside Job"
12- "Go"
13- "Crazy Mary"
14- "Release"
15- "Alive"
16- "All The Way"
17- "I’ve Got A Feeling"

Confira o trailer de Pearl Jam Live at Wrigley Lets Play Two:

A Noiva


Horror russo A Noiva (Nevesta, Rússia, 2017) de Svyatoslav Podgayevskiy chega a ser cômico em determinados momentos, de tão absurdo que é. Mas é curioso ver o segundo filme vindo da Rússia a despontar nos cinemas, o primeiro foi o também fraco Os Guardiões (Zashchitniki, Rússia, 2016) de Sarik Andreasyan.

Nastya (Victoria Agalakova) é uma jovem universitária que viaja com seu noivo Vanya (Vyacheslav Chepurchenko) para a casa da família dele. Logo após chegar, ela percebe que a visita pode ter sido um erro terrível. Rodeada por pessoas estranhas, ela passa a ter visões horríveis à medida que a família do seu futuro esposo a prepara para uma tradicional cerimônia de casamento eslava. No bizarro local, a matriarca é Liza (Aleksandra Rebenok), irmã de Vanya, e mãe de um casal de crianças.

O filme tem problemas de ritmo, de edição de som e especialmente de coerência. A premissa de que almas são amaldiçoadas quando os mortos são fotografados é interessante, no entanto, o roteirista não se dá ao trabalho de adereçar a origem de tal lenda, de onde ela surgiu e por que, ou sequer apresentar os pormenores do que acontece com quem sofre tal maldição. Regras precisam ser especificadas, ainda mais se quiserem ser quebradas. A impressão que o filme passa é que os detalhes foram sendo criados no improviso, resultando em fatos desconexos e sem sentido.

Os personagens são mal construídos, a ponto de não termos qualquer empatia com os mesmos. Assim, o filme não assusta e o terror é tão mal construído que provoca algumas gargalhadas. Por mais que a parte técnica seja até competente, a direção não é segura e as soluções são bizarras, do tipo, não posso possuir você, pois você não é mais virgem...

Segue trailer de A Noiva:

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