quinta-feira, 22 de junho de 2017

Ao Cair da Noite


Suspense Ao Cair da Noite (It Comes at Night, EUA, 2017) de Trey Edward Shults, diretor do cultuado Krisha (2015 - inédito no Brasil), vemos um filme que cria um ambiente aterrorizante, mas que não deixa nada muito claro ao público, predominando a escuridão tanto em tela, quanto no desenrolar da história, o que por si não torna o filme ruim, pois deixa em aberto para o espectador interpretar a figura final das peças do quebra cabeça que foi montado. 

Na trama, Paul (Joel Edgerton) mora com sua esposa (Carmen Ejogo) e o filho (Kelvin Harrison Jr.) numa casa solitária e misteriosa, onde todas as janelas são cobertas com madeiras, tornando-a segura. Logo no início, pai e filho se vêem obrigados a matar o avô/sogro que está contaminado com uma espécie de peste. Eles usam máscara de proteção, e tocam fogo no cadáver, levantando uma grande quantidade de fumaça negra, o que provavelmente acaba atraindo pessoas ao refúgio isolado deles. 

À noite, ainda abalados pelo luto, eles têm a rotina novamente atingida quando um jovem (Christopher Abbott) que estava à procura de água para sua família invade a casa deles. Ele é então preso e amarrado numa árvore devido a paranoia e a desconfiança de Paul, que faz de tudo para proteger sua família contra algo que vem aterrorizando a humanidade, fazendo com que eles fiquem presos em casa.

O fato do filme revelar pouco, não é necessariamente ruim. Mas as sensações que ele provoca em sua curta duração prendem o espectador na poltrona. O filme se assemelha ao que foi mostrado em Contágio (2011) de Steven Soderbergh, sendo a maior diferença, que um ocorre na cidade e outro no campo. Assim vemos que o grande problema da humanidade é falta de humanidade, onde desconfiamos sempre de tudo e de todos. A cena final, com o casal se entreolhando, diante da iminente decisão que terão que tomar é assustadora, pois não são todos que tem a sobriedade de Abraão para sacrificar seu Isaque.

Segue assustador trailer de Ao Cair da Noite:


Baywatch


Adaptação da série americana, exibida no Brasil pela Rede Globo como S.O.S. Malibu, que está entre as maiores audiências da TV mundial de todos os tempo, chega aos cinemas com a comédia Baywatch (Baywatch, EUA, 2016), de Seth Gordon, diretor de Quero Matar Meu Chefe e produtor de outras comédias televisivas, que comanda este que até o momento é um dos filmes mais idiotas do ano. 

A série durou dez anos – entre 1989 e 1999 – e fez a fama de David Hasselhoff e Pamela Anderson, que tem pequenas participações neste longa, onde somos apresentados a Mitch Buchannon (Dwayne Johnson) um devoto salva-vidas, orgulhoso do seu trabalho, que não é apenas de guardar as vidas, mas de cuidar de todo o ambiente que envolve a sua jurisdição, como o tráfico de drogas e os crimes que acontecem naquelas redondezas. 

Assim como no início de cada temporada da série, o filme começa com a seleção dos recrutas, um deles, Matt Brody (Zac Efron), ganhador de duas medalhas nas Olimpíadas do Rio, mas que prejudicou a equipe de revezamento ao vomitar na piscina, devido as farras realizadas na véspera da prova, referência ao caso real envolvendo quatro nadadores americanos que alcoolizados, brigaram com seguranças de um posto de combustível e mentiram à polícia carioca, dizendo que haviam sido assaltados.

No filme, os dois investigam uma conspiração criminosa no local que pode ameaçar o futuro da baía, mas o que se destaca no longa são as imagens das belíssimas atrizes seminuas, dentre elas Kelly Rohrbach, Priyanka Chopra e Alexandra Daddario, que inclusive já havia contracenado com Johnson no recente Terremoto – A Falha de San Andreas (San Andreas, 2015) de Brad Peyton.

A interação do The Rock com o Zac Efron convence, especialmente na questão do respeito do Mitch que é conquistado aos poucos pelo Brody, sendo chamado de tudo (de 'N Sync a High School Music) até se redimir e ser chamado pelo nome. No entanto, o filme se utiliza de muito mal de fundo verde, inclusive em cenas abertas, desperdiçando a iluminação natural que a praia poderia oferecer e se mostrando totalmente dispensável. 

Confira o trailer de Baywatch:


terça-feira, 20 de junho de 2017

Aniversário do Fafá

Na noite deste 20 de junho de 2017, estivemos em família, grupo de relacionamento e amigos na celebração de mais um aniversário do Fabrício, a quem descobrimos possuir o apelido de Fafá. A Jordana preparou a festa surpresa, que contou com balões, salgados, bolo e uma banda de pagode!

Tudo foi armado para que o Fabrício ficasse até tarde no trabalho, e assim os convidados tivessem tempo para chegar. Por volta das 20h, o Fabrício chega e começa a festa que contou com muita animação de todos os presentes.

Um Tio Quase Perfeito


Comédia nacional Um Tio Quase Perfeito (Brasil, 2016), de Pedro Antônio tenta tirar humor de uma situação inusitada, num filme voltado para a família, que tenta fazer uma redenção de personagem, mas se mostra fraco nas atuações e com um roteiro simplório demais para ser levado à sério, apesar das comparações ao clássico Uma Babá Quase Perfeita (1993) de Chris Columbus...
Tio Tony (Marcus Majella) é um trambiqueiro que vive de bicos como estátua viva, cartomante, pastor e sempre conta com a cobertura da mãe, Cecilia (Ana Lucia Torre). Afundados em dívidas, eles são despejados do muquifo onde moram, procuram a irmã de Tony, Angela (Letícia Isnard), com quem não falam há anos. Ela tem três filhos, Valentina (Sofia Barros), de 5 anos; João (João Barreto), de 10; e Patricia (Jullia Svacinna), de 14, que mal conhecem a avó e o tio. 

Como Angela tem uma viagem de trabalho marcada e a babá virá cedo, eles armam uma mentira para dispensar a babá e assim Angela aceite o irmão e mãe em casa por uma temporada para ficarem com as crianças. A partir daí, os pequenos ficam nas mãos dessa dupla, que não tem a menor familiaridade com as crianças, o que provoca muitas confusões nas suas rotinas. A convivência inusitada acaba virando a vida de todos de cabeça para baixo.

A inexperiência de Marcus Majella nos cinemas é palpável em tela, e convenhamos que o comediante não é um grande ator. Os coadjuvantes também não se destacam, apesar do esforço de Jullia Svacinna em ser a garota responsável no meio de tantas crianças em tela, inclusive algumas adultas. A direção de Pedro Antônio é irregular, mas esforçada o suficiente para entregar um trabalho digno. Precisamos de mais filmes abordando o tema família!

Veja o trailer de Um Tio Quase Perfeito:


domingo, 18 de junho de 2017

Aniversário do Ewertinho de Jesus


Na noite deste 18 de junho de 2017, após celebrarmos em mais um culto na IBC, que teve nada mais nada menos que a ministração do Pr. Davi Lago, fomos para a casa da Keila e do Ewerton celebrar mais um ano de vida concedido ao irmão.

Familiares e irmãos do grupo de relacionamento estiveram presentes nesse marcante momento. Teve a brincadeira de quem tira o chapéu para o Ewerton e foi servido um baião de dois com vatapá e farofa, acompanhado de um delicioso suco de cajá. De sobremesa, o bolo de milho confeitado e mungunzá.

Circuito Piau de Pistas de Orientação 2017 - 1ª Etapa


Na manhã deste 18 de junho de 2017, estive no Cambeba acompanhando o casal Vicente e Cristina, iniciantes no esporte orientação por intermédio do CODL.


Eles participaram da primeira etapa do Circuito Piau de Pistas de Orientação 2017.


Fiz o papel de fotógrafo, mas também pude dar algumas dicas e orientações básicas. Foi uma manhã bacana na companhia de iniciantes no esporte orientação.

Segue mais alguns registros:
























sábado, 17 de junho de 2017

EPL 2017 - Igreja em Movimento


Nos dias 15, 16 e 17 de junho de 2017, estive com a esposa participando de mais um Encontro de Pastores e Líderes (EPL) da Igreja Batista Central de Fortaleza realizado neste ano na Universidade 7 de setembro.

O EPL é um encontro anual com o objetivo de treinar e inspirar lideres de Igrejas a serem cada vez mais relevantes em sua atuação e no contexto da sua Igreja local. O EPL acontece há 26 anos e em cada edição promove desafio e capacitação em torno de temas e ferramentas ministeriais pertinentes a uma Igreja que busca desenvolver o máximo do seu potencial a serviço da expansão do Reino.


Entre os palestrantes estiveram presentes: Paulo Capelleti e Davi Lago, além do Pr. Armando Bispo, do Nando Velasco e do Orlando Neri. Ademais as plenárias, o evento contou com seminários e ted talks: o Pense Sobre!, onde foi falado sobre o papel da igreja na continuidade do movimento missional.




A abertura do evento se deu com um teatro bem humorado de três pessoas falando acerca do EPL e A História da IBC sendo recontada em Cordel pelo Euriano. Os louvores entoados ao longo do EPL foram muito bem selecionados. Destaco as canções Isaias 9 de Lucas Sousa; Jesus é o Centro e Sobre a Terra de Israel Houghton; Coração de Pedra de João Alexandre; Não Posso Te Deixar, Andar Com Deus, O Espírito do Senhor, e A Ele, todas estas de Kléber Lucas; Vem Me Socorrer do Palavrantiga; Não Tenha Sobre Ti do grupo Milad; O Mesmo Não Serei e Não Posso Me Calar de Daniel Almeida; Teu Reino do Ministério Cristo Vivo; Deus Me Ama de Thalles Roberto; Compaixão de Orlando Neri; Coração do Nordestino do Ministério Sal da Terra, dentre outras.



Na quinta, 15/06, tivemos a abertura com a Plenária 1, ministrada pelo Armando Bispo falando sobre A Igreja em Movimento. Ele falou que a história da IBC se confunde com mudanças ocorridas, que a estrutura não suporta por muito tempo a dinâmica do conteúdo, fazendo um paralelo entre "oldres novos e oldres velhos". Citou que o movimento está presente em tudo no universo. Citou Hubble, que em 1923 lançou a Teoria do Universo em Movimento, enfatizou que do micro ao macro, tudo precisa estar em movimento. Foi bastante claro ao afirmar que Deus não criou o homem, tampouco a igreja para ficarem estáticos. Na primeira tentativa de se construir um prédio: Babel, Deus confundiu e espalhou a humanidade.

A bíblia diz em Gênesis 1:2 que "o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas". Armando salientou que não dá pra controlar o incontrolável, se referindo ao agir de Deus através de sua igreja. Comparou a correr atrás do vento, a tentativa de contabilizar quantos líderes, quantos grupos, quantos membros... Afinal "o vento sopra, e só Ele sabe para onde vai" João 3:8

Armando frisou que a dinâmica do movimento começa com a família, com gente, afinal a igreja são pessoas, não é um prédio. Citou os patriarcas Noé, Abraão, Moisés, todos participaram do movimento. Armando Bispo fez a sábia comparação de que o templo é um engessamento do tabernáculo, que era móvel. A cura para alma, como bem canta Daniel Almeida vive em mim, não num prédio, num programa, num líder.

Foi feito um questionamento sobre o que é um missionário, senão aquele que recebe a verba que nós pagamos para alguém ir em nosso lugar. É a terceirização da missão... Antes de irmos aos confins da Terra, temos Jerusalém, Judéia e Samaria para irmos. O problema é que criamos três entraves: RRR - Reuniões, Regras e Ritos. O homem costuma ter a presunção de que Deus irá abençoar num local, em determinada hora... O pastor nos alertou contra o orgulho, relatando que a obediência a regra pode causar condenação, como ocorreu com o irmão do filho pródigo. Devemos criar nossos filhos para glória de Deus e não para cumprir ritos. Encerrou citando o exemplo de Jonas, que fez um movimento antimissional, indo para Társis ao invés de Nínive.



Ainda na manhã do dia 15/06, tivemos a Plenária 2 com Nando Velasco que ministrou o tema O movimento de Jesus gera Movimento! O termo movimento foi definido como um grupo de pessoas agindo numa causa comum e enfatizou que movimentos mudam pessoas, que mudam o mundo e citou as 5 características que definem o movimento: 

1. FÉ APAIXONADA. Citou o exemplo de homens e mulheres que tiveram um encontro pessoal com Deus. Ressaltou que não há missão sem paixão. Jesus foi tentado para provar seu propósito, sua identidade e seu valor.
2. COMPROMISSO COM UMA CAUSA. Em Lucas 4:18-21 Jesus deixa claro a sua missão, a sua causa. Ficamos confusos com a missão quando somos sufocados por ela, através de uma burocracia de cumprimento de programações. O objetivo é claro: fazer discípulos que geram discípulos.
3. RELACIONAMENTOS CONTAGIANTES. Abertos e conectados, pois o movimento se expande por meio dos relacionamentos. Nossa missão é amar a Deus, aceitar as pessoas e proclamar a salvação.
4. MÉTODOS ADAPTÁVEIS. Somos organismos vivos, possuímos DNA que se auto organiza, se desenvolve e se reproduz. O Espírito Santo está em cada célula do seu corpo (a igreja). Paulo escrevendo aos Coríntios, capítulos 12, 13 e 14 deixa claro a responsabilidade de cada célula deste corpo cujo o cabeça é Cristo. Destaca-se que células isoladas não crescem, elas morrem.
5. LIDERANÇA CATALISADORA. A morte do líder não impede o crescimento do movimento. O verdadeiro líder não controla, nem comanda, mas potencializa e multiplica. Nando citou o exemplo dos maias e dos incas que foram extintos, pois não tinham líderes, em contrapartida a cultura Apache, que permaneceu viva até os dias atuais, apesar da morte de seus líderes.

Pra finalizar, Nando Velasco apontou as 6 atividades de um líder: 
1. Despertar o DNA;
2. Liberar o potencial;
3. Organizar o movimento em redes;
4. Redistribuir o conhecimento e o fluxo de informações;
5. Capacitar os de maior influência;
6. Liberar e enviar.



Na tarde do dia 15/06, houve uma Mini Conferência para liderança da IBC com o Pr. Paulo Capelletti, acerca do tema Liderança Generosa, enquanto que os participantes do EPL participavam de Seminários Temáticos. Em sua fala, Capelleti deixou claro que Jesus é Deus em movimento, pois Ele deixou sua glória e habitou entre nós (João 1:14). O novo testamento revela que Jesus "andou por toda parte" fazendo prodígios e milagres. No entanto, transformamos o ide de Jesus, num vinde... Enfatizou que Jesus não convidava os discípulos para ir ao templo, mas para segui-lo. Reforçou que se não existe fome nem inimizade nos céus, logo não deveria existir na Terra, pois sua oração era faça-se na Terra a Tua vontade, como é feita no céu. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. João 3:17. Generosidade = amizade sem condenação. Capeletti alertou que quem vai atrás de discussão é o ofendido, não o ofensor. Salientou que Jesus derrubou o muro da inimizade na cruz, propondo uma reconciliação. Frisou que temos que abandonar a cultura mundana que nos isola de quem nos ofende. Jesus estava acessível a todos, assim também devemos viver.

Como a mini conferência foi rápida, ainda deu tempo de acompanhar um trecho do Seminário sobre o Geração Futuro com o Paulo Júnior, antes de sermos servidos com um delicioso Coffee break que serviu dentre outras delícias, as saborosas tapiocas do Osmar.

Na noite do dia 15/06, ainda ouvimos a Plenária 3 com o Pr. Paulo Capelletti abordando o tema Os verdadeiros discípulos são conhecidos pelas marcas do Amor de Cristo. Após a leitura do texto de Marcos 8:34-37, Capelletti afirmou que o emburguesamento do cristianismo fez com que as pessoas esquecessem a esperança e a cruz. Citou que ser discípulo de Jesus é um chamado para insegurança e instabilidade e lembrou os convites de Jesus a Pedro, Levi e Paulo... Deixou claro que nossa vida só tem valor quando a perdemos, e que mesmo estando no meio da tormenta, Jesus está no barco. Salientou que tendo o que comer e o que vestir, devemos nos dar por satisfeito. Enfatizou que o discipulado não é um local seguro, exemplificando que entre os discípulos de Jesus havia um publicano e um zelote, que eram "rivais". Citou o termo koinonia, que significa conviver (viver junto) e deixou claro que o discipulado não é só ensinar a bíblia, mas viver junto as alegrias e dificuldades desta vida. Devemos ser firmes e constantes, pois temos a promessa de que Jesus nunca nos deixará e jamais nos abandonará. Devemos viver simplesmente, para simplesmente viver. Abrindo mão das coisas que não precisamos, amando a Jesus mais do que as coisas que desejamos.


Na manhã do dia 16/06, chegamos um pouco atrasado em função da logística de deixar as crianças na cada do Josias e da Cristiane, onde eles foram tão bem cuidados por eles, pela Júlia e pela Luisa e acompanhamos apenas o final da Plenária 4, onde Orlando Neri ministrou acerca dos desafios de uma igreja Cristocêntrica, e vimos um motivante vídeo de um grupo de relacionamento atuante numa comunidade carente, verdadeiros cristãos aGRaciados.



Tivemos então na continuação a Plenária 5, onde Davi Lago palestrou sobre Igreja em Movimento x Igreja Preguiçosa, tendo por base o texto de Mateus 6:6. Davi introduziu o sermão citando Nicolau Copérnico, astrônomo e matemático polonês que desenvolveu a teoria heliocêntrica do Sistema Solar e publicou em 1543 a obra "A revolução das esferas celestes", que comprovava que a Terra girava em torno do sol, passando da Teoria Geocêntrica para o Heliocentrismo. Citou as descobertas das Américas, onde a Europa deixou de ser o centro. Afirmou que nosso pulmão, nosso coração tudo está em movimento. Existem diversos tipos de movimentos: político, científico, artístico, cívico... Mas o foco seria a igreja em movimento. 

Relembrou que Jesus estava em constante movimento, pois sempre dizia: Sigam-me, venham após mim, ou seja Jesus convidava para o movimento. Em I Pedro 2:21 somos convidados a seguirmos as pisadas de Jesus. Depois do vinde, Jesus propôs o ide, mas deixou o Espírito Santo, então o ide de Jesus é na verdade um vamos! Davi Lago citou a frase de John Stock de que "as palavras de Jesus elucidavam suas ações e suas ações exemplificavam suas palavras". Lembrou de que o preguiçoso não está no movimento de Jesus, sendo levado por todo e qualquer vento de doutrina. Alertou que igreja preguiçosa é motivo de chacota. O texto de Mateus 6:6 propõe:

1. ENTRAR NO QUARTO. Ou seja, responsabilidade pessoal. Às vezes preferimos entregar o jugo e carregar o fardo... Davi fala que responsável = ser uma resposta. Brincou ao dizer que "pastor não é pasto", para as ovelhas virem se alimentar... O pastor é o guia, que cuida e protege, mas quem se alimenta é a ovelha!
2. ATRAVESSAR AS PAREDES. Quarto é lugar de descanso, pois é onde reclinamos nossa cabeça. É lá onde devemos tirar as camadas internas, pois não é o discurso que convence, mas o aroma, a luz. Somos sal, logo devemos salgar, sendo invisíveis no alimento da sociedade. Falar, usar de oratória é fácil, difícil é viver, atravessar as paredes que nos separam de um verdadeiro encontro com Deus.
3. DEUS ESTÁ EM SECRETO. Mas Jesus rasgou o véu, então devemos sempre usar o nome de Jesus, antes do Amém!
4. É UM MOVIMENTO DE VULNERABILIDADE. O teu pai em secreto te recompensará.


Após a plenária, um longo período na fila de um farto almoço na Cantina do Gaúcho, e então tivemos uma novidade no EPL: o Pense Sobre! Uma série de palestras de 20 minutos, sobre diversos temas. Particularmente achei mais interessante que optar por um assunto e me aprofundar nele. Foi muito bacana o formato. Ouvimos o Davi Lago abordar a questão da Fé Inteligente; ouvimos e vimos alarmantes dados do Plauto Lima sobre Violência Urbana; ouvimos o belo e emocionante testemunho do Fellipe Sousa sobre O Banquete Na Rua; vimos o Nelson Massambani abordar a polêmica questão da Legalização da Maconha; e o Paulo Capelletti responder a indagação Quem é o Meu Próximo?

Após um breve intervalo com direito a suco de cajá, barras de cereal e biscoitos, continuamos com um honesto relato do Glauco Barreira sobre Direitos Humanos e Dignidade Humana; ouvimos a Terre des hommes participar com o tema Justiça Restaurativa; o Nando  Velasco condensou a sua recente apresentação do seminário sobre Comunicação Não-Violenta; a vereadora Priscila Costa falou sobre o difícil tema Fé Na Política e Wladson Sidney fechou com muito humor uma palestra sobre Carisma e Influência



Na manhã do dia 17/06, continuamos no EPL ouvindo a Plenária 6 com o tema Igreja em Movimento, produto de Marketing ou Mover de Deus? com o Pr. Paulo Capelletti e sua inconfundível risada. Ele iniciou afirmando que pensar sobre Deus é uma arrogância, pois como pode um ser finito poderá compreender o eterno? Deixou claro que devemos amar pessoas e não coisas. Citando o exemplo de Moisés em Êxodo 12, diz que quem ouve a Deus se torna incompreensível e tira 5 lições:

1. DEPENDÊNCIA DIVINA. Não adianta confiar em nossas próprias forças.
2. NINGUÉM VAI COMER DIFERENTE. O movimento no deserto é uma denúncia contra o consumismo. No deserto, todos comiam o mesmo alimento: maná. Devemos confiar que Deus vai sustentar a gente em todos os momentos.
3. SE NÃO PASSAR PELA CRUZ, NÃO É AVIVAMENTO. Não podemos mensurar nem o tempo, nem a quantidade.
4. NÃO EXISTE EXCLUSIVIDADE MASCULINA. Maridos devem fazer movimento em prol da esposa: lavar louças, cozinhar, lavar banheiro... Ter uma atitude avivada dentro de casa. Na bíblia, as mulheres sempre tiveram destaque.
5. O MOVIMENTO NÃO É DENOMINACIONAL. Não devemos levar ninguém a Cristo... Nós temos que ser o Cristo que vai de encontro as pessoas. Pessoa avivada não pode perder a lucidez. Temos que abrir mão do conforto, da condição financeira, para transformar a realidade onde vivemos. Precisamos se arrepender da nossa inércia espiritual!



Ainda na manhã do dia 17/06 ouvimos o Pr. Davi Lago ministrar acerca dos Discípulos "Formigas" na Plenária 7. Foi lido o texto de Provérbios 6:6-9 e Mateus 6:25-27, respectivamente textos que falam sobre o trabalho da formiga e o descanso das aves. Davi iniciou sua fala dizendo que o filho do homem não veio para ser servido, logo seguir a Jesus envolve serviço. Jesus nos chama para ser formiga, ir atrás das soluções... Recomenda que o preguiçoso olhe para formiga e que o ansioso olhe para aves. Afirma que não é a formiga que constrói o formigueiro, mas Deus que alimenta as aves do céu. Sugere que no desespero, olhemos para os montes e para os lírios dos campos, pois o nosso socorro vem do Senhor criador dos céus e da Terra. Deixa claro que o céu não é o fim, mas o início, pois no princípio criou Deus o céu e a Terra. Devemos estar satisfeitos em toda e qualquer situação, não se perdendo nem na alegria, nem na tristeza. Conclui afirmando que o milagre não é andar nas águas, mas ter Jesus segurando a nossa mão para não afogarmos.



Na parte da tarde, deste 17/06 estivemos no seminário Jornada da liderança, e vimos uma explanação do Nando Velasco sobre a tarefa prioritária de desenvolver líderes para movimento missional, que é certamente o maior desafio da liderança pastoral. Que conteúdos e prioridades são inegociáveis e inadiáveis? Como equilibrar o desenvolvimento do caráter, da competência e do conhecimento? Haveria maneiras de testar e verificar a aprendizagem e o desenvolvimento de cada líder? Nesse seminário foi discutido e aplicado abordagens e metodologias que considera cada estágio no desenvolvimento da liderança; afim de que eles estejam equipados para o desenvolvimento do seu chamado e o cumprimento da Missão. Nando deixou claro que somos missionários onde vivemos, ou seja, nosso campo missional é onde estivermos. Esclareceu que todos do Grupo de Relacionamento estão em nossa rede relacional, mas nem todos que nos relacionamos estão em nosso Grupo de Relacionamento. Foram apresentados alguns quadros que deixam claro o saber, o ser e o fazer do discípulo com o passar dos anos, desde novo convertido, até se tornar discípulo, viver o crescimento e se tornar um multiplicador. Passando pelas fases: apaixonado, engajado, fundamentado e maduro. Abordando as lideranças, apresentou que existem os apóstolos: envisionam, inovam, empreendem; os profetas: questionam, avaliam e desafiam; os evangelistas: inspiram, recrutam, comunicam; os pastores: humanizam, cuidam e conectam; e os mestres: sistematizam, pensam e treinam.



No fim da tarde, o Pr. Armando Bispo fez um breve encerramento, concluindo que ninguém se move, senão por uma causa maior. Percebeu o domínio eterno e absoluto divino, afinal Deus é soberano, citou o Salmo 90:2 e o 103:19 afirmando que Deus está no controle. Ministrou que a essência da missão é o amor e que o amor necessita de relacionamento. Para finalizar, o microfone foi aberto para breves testemunhos do que Deus falara a cada um, e o que cada um faria a respeito. Foi um momento precioso. Agora é viver na prática o que foi ensinado e recarregar novamente as baterias no EPL 2018, dos dias 31/05/2018 a 02/06/2018, com o tema Estamos Ouvindo?

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Tudo e Todas As Coisas


Romance adolescente Tudo e Todas As Coisas (Everything, Everything, EUA, 2017), de Stella Meghie, baseado da obra de Nicola Yoon apresenta a cativante história de uma adolescente que viveu uma vida cheia de cuidados devido a sua alergia a tudo  que se possa imaginar, até que se apaixona pelo garoto que mora vizinho a sua casa. Por ser previsível, o filme perde o brilho, apesar do encanto que é a atuação de Amandla Stenberg, a Rue de Jogos Vorazes (The Hunger Games, 2012) de Gary Ross.
O filme é mais um dessa safra de filmes românticos envolvendo alguma doença, que tem atraído muitos ao cinema e emocionado o espectador. Podemos citar os recentes, como A Culpa É das Estrelas (The Fault in Our Stars, EUA, 2014) de Josh Boone Como Eu Era Antes de Você (Me Before You, 2016) de Thea Sharrock.

Na trama, Maddie (Amandla Stenberg) está prestes a fazer 18 anos, mas nunca saiu de casa. Desde a infância, a jovem foi diagnosticada com Síndrome da Imunodeficiência Combinada, de modo que seu corpo não seria capaz de combater os vírus e bactérias presentes no mundo exterior. Um dia, uma nova família se muda para a casa ao lado, incluindo Olly (Nick Robinson), que se sente atraído pela garota através da janela. Maddie também se apaixona pelo rapaz, mas como eles poderiam viver um romance sem se tocar?


Flertando com aquilo que em tese o proibido, o filme cativa a atenção do seu público alvo, que se identifica com as questões impostas pelos pais aos filhos. Mas a força se perde no absurdo que é imaginar a vida de limitação vivida pela personagem, por simples capricho materno (Anika Noni Rose, numa atuação ridícula), que com receio de perder a filha, após o falecimento do marido e do filho, literalmente blinda a menina.

O filme está recheado com uma trilha sonora indie-folk que torna o ambiente mostrado ainda mais agradável, que reforçam a necessidade do jovem de sair de casa, enfrentar os riscos desta vida, ter novas experiências, vivenciar amores impossíveis, etc, mas essa mensagem positiva se põe a perder na parte final, quando o filme ganha tons de cinza.

Acompanhe o trailer de Tudo e Todas As Coisas:





quarta-feira, 14 de junho de 2017

Sepultura Endurance


Documentário musical Sepultura Endurance (Sepultura - O Filme, Brasil, 2016) de Otavio Juliano apresenta a conturbada trajetória da banda Sepultura, a maior banda brasileiras de heavy metal de todos os tempos, sendo um documentário imperdível para fãs de metal e principalmente do trabalho da banda mineira de mais de 30 anos de história.
Criada nos anos 1980, no cenário underground do metal em Belo Horizonte, a banda Sepultura nasceu a partir dos irmãos Max e Iggor Cavallera para, após a entrada do guitarrista Andreas Kisser, alcançar popularidade mundial. O documentário acompanha a jornada da banda ao longo de seus 30 anos de vida, com imagens de arquivos de shows, bastidores do processo de criação dos álbuns mais emblemáticos e das músicas, além de momentos pessoais de seus integrantes, com as mudanças provocadas devido à saída, em momentos distintos, de seus músicos fundadores, além de várias entrevistas.

É inegável que a banda ganhou muito com a entrada de Andreas Kisser, e que a saída de Max, sem exigir direitos pelo nome da banda, fez com que o grupo de mantivesse, apesar da saída de seus membros "originais". Mesmo estando na banda há 20 anos, Derrick Green ainda é tido como coadjuvante, assim como Paulo Xisto Junior, que mesmo estando na banda desde suas origens, é sempre posto um tanto quanto de lado.

O grande equívoco do documentário está em sua montagem. O filme não é linear. Deveria mostrar as origens e culminar nas comemorações dos 30 anos da banda... No entanto, o filme por exemplo, inicia centrado na trajetória do baterista Jean Dolabella (2006-2011), durante as filmagens de shows que foram realizadas durante a turnê da banda na América do Norte, depois apresenta a entrada do baterista Eloy Casagrande (desde 2011) e só então volta para os tempos de Igor Cavalera (1984-2006), que junto com Max Cavalera (1984-1996) iniciaram a banda, mas não permitiram que algumas músicas da banda de heavy metal fossem usadas neste documentário.

No meio dessa polêmica, quem perde são os fãs da banda, que assistem a um relato esfacelado, com apenas um lado da moeda, que por mais honesto que seja, acaba sendo mais uma questão de ego. Mérito para os importantes depoimentos de ícones do heavy metal, como Lars Ulrich (Metallica) e Corey Taylor (Slipknot), que denotam a influência internacional conquistada pela banda ao longo dos anos, é através dos relatos pessoais de Andreas Kisser e das demais pessoas ligadas à história do Sepultura que, aos poucos o documentário engrena e temos uma noção da bela história desta banda.

Ouça o trailer de Sepultura Endurance:


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